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ROI da transformação digital: como calcular e apresentar para o board

ROI da transformação digital: como calcular e apresentar para o board
uan®
há 19 minutos

ROI da transformação digital: como calcular e apresentar para o board

Você já investiu em tecnologia. Já contratou softwares, treinou equipes, mapeou processos e, mesmo assim, o board pergunta: onde está o retorno? Ou pior, não pergunta, porque ainda não vê clareza nos resultados.

O ROI da transformação digital é o ponto em que tecnologia e negócio se encontram. É o que traduz automação, IA e integração em números concretos: tempo economizado, custos reduzidos e eficiência real.

Neste artigo, você vai aprender como calcular o ROI da transformação digital, identificar os indicadores certos e apresentar resultados estratégicos para o board, de um jeito claro, convincente e impossível de ignorar.

O que significa ROI na era da automação

Quando falamos em ROI (Return on Investment), muitos gestores ainda pensam apenas em “quanto investi versus quanto lucrei”. Na era digital, isso não basta.

Os investimentos envolvem automação, IA, integração e cultura organizacional. Os benefícios vão além do financeiro imediato e incluem agilidade, qualidade, satisfação e controle. O público decisor (board executivo) exige indicadores que façam sentido para o negócio, não apenas para a TI.

Por exemplo, segundo pesquisa da Deloitte, 87% dos líderes no Brasil esperam aumentar ou manter investimentos em IA em 2025. Além disso, um estudo da Grant Thornton com mais de 550 executivos indica que 63% consideram a redução de custos operacionais um dos três principais objetivos de ROI em tecnologia.

Nesse contexto, calcular ROI significa olhar além do “custo-benefício” imediato e considerar ganhos como agilidade operacional, redução de erros, melhoria na tomada de decisões e aumento da satisfação de colaboradores e clientes. Em outras palavras: menos caos, mais clareza e mais tempo para o que realmente importa.

Como identificar os custos e benefícios da transformação digital

Aqui o desafio é grande, porque “transformação digital” se tornou um guarda-chuva para muitas iniciativas. Para medir o ROI com precisão, é preciso separar custos e benefícios e diferenciar o que pode ser mensurado de forma tradicional do que exige uma abordagem qualitativa.

Custos diretos e indiretos mais comuns

  • Investimento em tecnologia (software, hardware, licenças)
  • Integração e migração de sistemas (quando você conecta ERP, CRM, BI)
  • Treinamento da equipe e mudança de cultura (não adianta ter automação sem pessoas capacitadas)
  • Custo de oportunidade de manter processos antigos (retrabalho, papel, tempo de espera)

Benefícios tangíveis e intangíveis

  • Redução do tempo de ciclo de processos (por exemplo, aprovações que levavam dias e agora levam horas)
  • Diminuição do retrabalho e dos erros humanos (menos falhas significam menos custos ocultos). Se quiser ver como diferentes áreas já estão obtendo ganhos reais com automação e integração, vale a pena ler nosso conteúdo sobre exemplos práticos de automação de processos em diversos setores
  • Maior satisfação de clientes e colaboradores (impacta diretamente retenção, engajamento e produtividade)
  • Novas fontes de receita ou modelos de negócio (resultado da eficiência e da inovação)

Vale destacar: segundo estudo da Totvs/H2R, apenas 7% das empresas no Brasil conseguem mapear o retorno sobre investimento em IA. Isso revela o tamanho da lacuna entre investimento e medição efetiva.

Passo a passo para calcular o ROI digital

Calcular o ROI da transformação digital não precisa ser complicado, mas exige disciplina. Veja o passo a passo:

  1. Defina objetivos claros. Exemplo: reduzir o tempo de aprovação de contrato em 50% em 12 meses. Sem objetivo claro, não há como medir.

  2. Mapeie processos “as-is”. Entenda o estado atual (quanto tempo leva, quantos recursos consome, quantos erros ocorrem).

  3. Estime os custos totais. Inclua tecnologia, integração, treinamento e custo de oportunidade.

  4. Projete benefícios para um período definido. Pode ser 12, 18 ou 24 meses. Liste ganhos concretos: tempo economizado, volume de erros reduzido etc.

  5. Aplique a fórmula simples de ROI. ROI (%) = [(Benefícios – Custos) / Custos] × 100

  6. Monitore e ajuste. Estabeleça KPIs (redução de retrabalho, tempo, erros, satisfação) e revise periodicamente.

Checklist: preparação para o cálculo de ROI da transformação digital

  • Objetivo definido e mensurável
  • Processo atual mapeado (“as-is”)
  • Custos identificados e estimados
  • Benefícios projetados para 12–24 meses
  • Fórmula de ROI aplicada
  • KPIs definidos e responsáveis atribuídos
  • Mecanismo de monitoramento estabelecido
  • Relatório para o board pronto para atualização periódica

Seguindo essa sequência, você evita o clássico erro de investir e não conseguir provar valor.

Como apresentar os resultados ao board de forma estratégica

Você fez o cálculo. Agora vem a parte mais importante: comunicar de forma que o board entenda, reconheça o valor e autorize os próximos passos.

KPIs que impressionam executivos

  • Redução de custo operacional (%)
  • Tempo médio de ciclo antes e depois
  • Taxa de adoção da nova solução (quanto da equipe utiliza e com que frequência)
  • Novas receitas atribuíveis à melhoria (quando aplicável)

Se quiser se aprofundar em quais indicadores realmente traduzem eficiência, veja nosso artigo sobre indicadores de desempenho na gestão por processos.

Narrativa para o board

  • Comece pela situação atual e pela dor: “Hoje, no setor jurídico, levamos em média 5 dias para aprovar um contrato. Isso equivale a X horas-homem por mês.”
  • Apresente a intervenção proposta (automação/IA) e o plano: “Com a solução iGED™ reduziremos o tempo para 1 dia, liberando Y horas mensais.”
  • Demonstre o impacto esperado com números e prazos.
  • Finalize com os próximos passos: governança, métricas e escalabilidade. “Nos próximos 12 meses, vamos monitorar os KPIs A, B e C e expandir para os setores de RH e Comercial.”

Uma boa apresentação transforma o ROI em uma história de negócio, não apenas em uma planilha.

Do cálculo à prática: como a uan® entrega o ROI que o board quer ver

Calcular e apresentar o ROI da transformação digital não é apenas uma formalidade. É a ponte entre tecnologia e negócio. Quando feito com clareza, metas bem definidas e engajamento estratégico, o investimento deixa de ser custo e se torna vantagem competitiva.

Na uan®, nós atuamos onde o caos é silencioso: processos manuais, sistemas desconectados e retrabalho invisível. Com o iGED™, nossa plataforma de gestão digital inteligente, ajudamos você a centralizar documentos, automatizar fluxos, integrar sistemas, garantir conformidade e medir o retorno real disso tudo.

Para aprofundar o tema, confira o artigo O papel do GED na transformação digital e entenda como essa base invisível sustenta resultados mais previsíveis e mensuráveis.

Quer ver como o iGED™ funciona no seu cenário? Entre em contato e agende uma demonstração gratuita. Não espere o board perguntar “cadê o ROI?”.

FAQ — Perguntas frequentes

1. Qual é um ROI “bom” para transformação digital? Não existe um valor único. Depende do contexto da empresa, do setor e da maturidade. O importante é definir o baseline atual, projetar ganhos realistas e monitorar continuamente.

2. Quanto tempo leva para ver resultados mensuráveis? Depende da complexidade. Algumas iniciativas entregam valor em 6 a 12 meses.

3. Quais são os erros mais comuns que reduzem o ROI? Falta de objetivos claros, subestimação dos custos de mudança, baixa adoção da equipe e ausência de medição de benefícios. Segundo a Grant Thornton, 59% das falhas estão ligadas à adoção insuficiente.

4. A automação e a IA substituem colaboradores? Não necessariamente. O objetivo é liberar a equipe de tarefas repetitivas para que foque em decisões estratégicas e de maior valor agregado.

5. Como garantir que o board entenda e apoie o projeto? Use linguagem de negócio, apresente dados claros, mostre impacto e visão de longo prazo. Envolva os stakeholders desde o início, comunique progresso e celebre os primeiros resultados concretos.

6. É possível aplicar esse cálculo de ROI em empresas de médio porte? Sim. Embora os recursos sejam menores, os ganhos de eficiência podem gerar impacto proporcionalmente alto. O segredo é adaptar métricas ao porte e ao contexto.

7. Quais métricas de adoção são mais relevantes? Taxa de uso da solução, número de processos migrados, pessoas treinadas, percentual de tarefas eliminadas, tempo médio de ciclo e retrabalho evitado.

8. E se os dados da empresa forem ruins? Como calcular o ROI com confiança? Comece com o que você tem. De acordo com a Grant Thornton, 34% das empresas afirmam que seus dados ainda não são adequados para sustentar a transformação digital. Use um projeto-piloto e melhore a qualidade dos dados progressivamente.

9. Quando devo expandir o projeto para outros setores da empresa? Após comprovar o ROI em um piloto ou área-teste. Documente o que funcionou, padronize processos e apresente ao board um plano de escalabilidade.

10. Como vincular ROI a compliance e LGPD? Automação e integração reduzem custos e riscos, garantindo rastreabilidade e conformidade. Isso significa menos multas, auditorias mais rápidas e menor custo de não conformidade.

Vamos juntos transformar a gestão da sua empresa?